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Neurociência Aplicada ao Desenvolvimento de Pessoas e Organizações

  • Foto do escritor: Laura Naves
    Laura Naves
  • 17 de nov. de 2021
  • 3 min de leitura

Atualizado: 14 de ago. de 2023

Willingham (1998) diz “A aquisição e retenção de habilidades motoras a longo prazo desempenham um papel fundamental em nosso dia a dia.

Habilidades como escrever, jogar golfe ou andar de bicicleta são adquiridas por meio da prática repetitiva. O aprendizado de habilidades motoras refere-se ao processo pelo qual os movimentos são executados de forma mais rápida e precisa com a prática.”

Os avanços tecnológicos permitiram descobertas importantes, entre elas a constante atividade cerebral mesmo em momentos de descanso e talvez a mais entusiasmante conforme a visão de Lara Boyd no vídeo After watching this, your brain will not be the same | Lara Boyd | TEDxVancouver seja a neuroplasticidade, que permite o desenvolvimento químico, estrutural e alterações de funções.

Trazendo essas descobertas para o meio executivo podemos avançar com estratégias elaboradas para fomentação de novas habilidades, porem é importante identificar os indivíduos com predisposição para o desenvolvimento de cada competência atribuída, pois cada cérebro terá mudanças de formas diferentes que irá permitir desenvolver intervenções novas e mais eficazes.

Na psicologia positiva chamamos isso de “uso do talento”, quando a pessoa usa o interesse ou facilidade no assunto para o que ela irá trabalhar, identificando isso o restante é mais natural devido ao processo químico, liberação de dopamina, uso da adrenalina no ponto da oportunidade e consequentemente liberação acetilcolina para aumentar o foco.

Sartorio (2017) diz, “A plasticidade neural ou neuroplasticidade é caracterizada pelas alterações estruturais, fisiológicas e químicas do sistema nervoso decorrentes de aprendizagem, lesões, experiências. Price, Verne e Schwartz (2006) demonstraram que nossa neuroplasticidade é autodirigida, nós mantemos a atenção em determinadas coisas graças a nossa genética, experiências e particularidades; mas também podemos dirigir nossa neuroplasticidade para objetivos e metas, propósitos de vida e propósitos de transformação massiva. Muito da eficiência de um líder constitui da sua capacidade em fazer o outro focar sua atenção, e de conhecer preferências e especificidades em termos de habilidades e competências nos seus colaboradores (cada líder deve construir um inventário dos seus colaboradores diretos dentro da instituição) para auxiliar na adaptação ao ambiente de trabalho/acadêmico

Portanto, podemos direcionar nossa plasticidade cerebral quando criamos expectativas para nossas experiências. Leituras prévias de um determinado assunto irão paulatinamente direcionar a atenção e a plasticidade cerebral para o tema a ser estudado ou o novo processo a ser implementado. Importante que os líderes possam ir gerando insights a cada nova tarefa ou desafio, direcionando a atenção e o foco, e gerando expectativas que diminuam a resistência aos novos conteúdos, como se fossem as “cenas dos próximos capítulos”.

Se nossa neuroplasticidade, atenção e foco podem ser autodirigidas, como podemos gerar uma espiral crescente de envolvimento com nossos estudos e aprendizagens, com nosso trabalho e interrelações?

Nakamura e Csikszentmihalyi (2002) nos oferecem uma teoria de como gerar um estado de fluxo (flow).


As condições para o flow consistem em:

1. Perceber os desafios e oportunidades para aumentar habilidades existentes, e;

2. Metas claras (a meta final e o passo a passo para alcançá-la) com retroalimentação imediata a cada nova etapa da meta.

Sob estas condições os autores afirmam que a experiência se desenrola perfeitamente momento a momento, em um estado subjetivo com as seguintes características:

– Concentração intensa e profundamente focada no aqui e agora;

– Sensação de controle;

– Distorção do tempo, que parece passar mais rápido;

– Autotranscendência, com a sensação de perda da consciência de si e uma fusão com a atividade, aumentando a noção relacional do indivíduo;

– Uma motivação intrínseca, na qual a atividade passa a ser motivacional em si mesma, e a recompensa se torna estar mergulhado na atividade.” Fontes:

Nakamura, J., & Csikszentmihalyi, M. (2002). The concept of flow. In C. R. Snyder & S. J. Lopez (Eds.),

Handbook of positive psychology (pp. 89-105). New York: Oxford University Press.

Peavy, G. M., Salmon, D. P., Jacobson, M. W., Hervey, A., Gamst, A. C., Wolfson, T., et. al. Effects of chronic stress on memory decline in cognitively normal and mildly impaired older adults. American Journal of Psychiatry, 166, 1408 1384–1391. 2009. doi: 10.1176/appi.ajp.2009.09040461.


 
 
 

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