04 dicas para se livrar da culpa
- Laura Naves
- 29 de nov. de 2021
- 3 min de leitura
Atualizado: 14 de ago. de 2023
Em média, falamos 16.000 palavras por dia, mas você já chegou a pensar a respeito da quantidade de palavras que você não fala?
São pensamentos (ou julgamentos) que percorrem nossa mente a todo momento e não nos damos conta da quantidade de informações e dados. Atualmente, mais do que em qualquer outro momento da história, ser feliz é a prerrogativa do sucesso. Se você é um líder executivo irão te cobrar “inteligência emocional” para amortecer toda e qualquer comportamento que não te vincule à uma imagem de pessoa madura, compreensiva e feliz. Entretanto, isso é contra a biologia básica que nos fez evoluir olhando para tudo o que poderia ser um risco à vida e nos anteciparmos à essas ações.
Quando os sentimentos considerados ruins, como tristeza, ansiedade, culpa ou inveja vêm à tona, nós somos ensinados desde muito cedo a reprimir e não demonstrar “fraqueza”. E realmente digo fraqueza entre aspas, pois a pessoa que nada demonstra é tida como uma pessoa forte. Claramente, essas técnicas não funcionam - na verdade, pesquisas amplas mostram que tentar minimizar ou ignorar pensamentos e emoções serve apenas para amplificá-las. Em um estudo famoso liderado pelo falecido Daniel Wegner, um professor de Harvard, os participantes que foram instruídos a evitar pensar em ursos brancos tiveram problemas para fazê-lo; mais tarde, quando a proibição foi suspensa, eles pensaram nos ursos brancos muito mais do que o grupo de controle. Qualquer um que tenha sonhado com bolo de chocolate e batatas fritas enquanto segue uma dieta rigorosa compreende este fenômeno. Logo, podemos dizer que tentar suprimir esses sentimentos tidos como ruins só fará com que o indivíduo fique muito mais tempo pensando e ruminando eles.
Com o avanço do estudo a respeito do comportamento humano, diversas técnicas são aplicadas para ajudar no desenvolvimento da consciência emocional e posteriormente na inteligência emocional. Aqui, irei relatar uma vertente do estudo sobre Agilidade Emocional da Susan David é PhD em Psicologia, Coach e fundadora do Harvard / McLean Institute of Coaching, que se baseia em quatro etapas:
-Reconheça seus padrões
Sabe quando um disco está arranhado e repetindo apenas aquela parte da música? É neste momento que você precisará ter foco e atenção para perceber qual é o padrão de pensamentos, sentimentos e sensações que se repetem. Não os julgue em um primeiro momento, apenas os analise. Você possivelmente notará o que a psicologia chama de ruminação emocional, ou seja, um vai e vem do mesmo conteúdo.
-Rotule seus sentimentos e emoções
Antes da inteligência emocional, vem a consciência emocional e nesta etapa ela será crucial para que você possa rotular o que está sentindo. Você colocará rótulos e sempre observará para rotular como “eu estou sentindo que...” e não “eu SOU isso ou AQUILO”.
-Aceite-os
O oposto do controle é a aceitação - não agir de acordo com cada pensamento ou resignar-se à negatividade, mas responder às suas ideias e emoções com uma atitude aberta, prestando atenção a elas e deixando-se vivenciá-las. Puxando técnicas do Mindfulness para cá, tente respirar profundamente por 10 vezes e note a mudança em seus pensamentos.
-Atue nos seus valores
Quando você se liberta de seus pensamentos e emoções difíceis, você expande suas escolhas. Você pode decidir agir de uma maneira que se alinhe com seus valores.
Aplique essas técnicas e descubra como sua produtividade aumentará :)
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